terça-feira, 25 de outubro de 2011

Masoquismo

Eu gosto de me recordar de tudo de bom que você me proporcionou.
Gosto de lembrar cada detalhe.
Gosto de saber que você está perfeitamente bem sem mim.
Gosto de freqüentar os lugares que ia contigo.
Tenho a péssima mania de pensar em você o tempo todo.
Eu gosto do incômodo no meu peito.
Gosto de esvaziar os meus excessos de uma forma que só prejudica a mim mesma.
Eu gosto...

Eu gosto de ser masoquista.
Quando não há nada me incomodando,
Vejo fotos, textos e qualquer coisa ligada a você.
Torturo-me com todas as lembranças e me pergunto o porquê de tudo ter acabado.
Eu não sei se sinto falta da dor, ou se me acostumei com ela.
Sei que me torturo, e satisfaço-me.
Depois me sinto vazia.

Ver-te não me incomoda mais
“O que está acontecendo?!”
O desespero foi embora, dei-me por vencida...
Mas e a dor?! Onde está?
Só há conformismo aqui.
Onde está a dor agora?!

Será que se eu ver as fotos ela volta?
Será que se eu for para onde tudo começou, ela volta?
Será que se eu te ligar, ela volta?
“Por que tudo acabou?”
A dor não volta...

Só há conformismo aqui.
E isso, me deixa vazia.
Eu prefiro a dor de volta...
Eu prefiro meu “EU” de volta.
Eu gosto da dor, mas não há mais nada.

Prefiro a dor, que prejudica apenas a mim,
Do que esse conformismo, que me faz indiferente com todos a minha volta.
Eu prefiro me prejudicar.
Eu não quero perder mais pessoas...

Eu gosto da dor.
Acho que estou sentindo falta dela, porque só há conformismo aqui.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

“Tomara que a gente não desista de ser quem é, por nada nem ninguém deste mundo. Que reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades… Que mesmo quando estivermos doendo, não percamos nem o sonho, a idéia da alegria. Tomara que apesar dos apesares, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.”


                                                                                             Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Garota.

Olhando todas as fotografias
 foi que ela pode perceber toda felicidade.
Ela nunca esteve sozinha no bar.
Ela nunca esteve sozinha em casa.
Ela nunca esteve sozinha.
A perda de alguém a desconcertou...
Mas e o que ela ganhou?!
Sorrisos tão bonitos,
Conselhos tão sinceros.
As fotografias mostram isso.
Mostram que quando ela quis chorar,
Alguém segurou tua mão e sorriu.
Hoje, ela brindou a eles.
Hoje, ela não usa mascaras.
Hoje, ela agradece.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A novidade preenche...Mas não substitui.

Já não me interesso por ninguém.
Cansei de procurar nas pessoas, aquilo que só você tem.
Cansei  dos velhos rostos, mas mais ainda dos novos.
Tudo me lembra você.
E se alguém me desperta algo,
Logo descubro que é porque se parece contigo em algum aspecto.
Tenho medo o tempo todo.
A única coisa que o mantém perto,
É minha falsa vulgaridade.
Cansei de procurar um refugio seguro.
Cansei dos lugares velhos, mas mais ainda dos novos.

Tudo me lembra você;
E eu tenho medo o tempo todo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

um tracinho apenas: Aqui dentro tudo vai bem

um tracinho apenas: Aqui dentro tudo vai bem: Aqui dentro tudo vai bem. As palavras soam perfeitamente. Os gestos emudecem. Os abraços tem o calor que deveriam ter. Os beijos tem o ...
"O Amor. Quem sabe alguma coisa sobreo amor de outra pessoa?
Quanto mais se conhece a extinção da perda do amor,mais se respeita o silêncio de nada saber
diante a servidão espiritual do outro" 


Anne Rice- Cantico de Sangue

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sensações


Sensações

O fervor que você me causa, não é imaginação.
Os calafrios que você me causa, não é imaginação.
Ao teu lado fico trêmula. Isso não é imaginação.
Ao te ver fico extasiada. Isso não é imaginação.
Quando me toca sinto-me indefesa. Isso não é imaginação.
Quando sorri, me perco. Isso não é imaginação.
Pergunto-me então por que tenho a sensação de que minhas lembranças
Não passam de ilusões.