sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Garota.

Olhando todas as fotografias
 foi que ela pode perceber toda felicidade.
Ela nunca esteve sozinha no bar.
Ela nunca esteve sozinha em casa.
Ela nunca esteve sozinha.
A perda de alguém a desconcertou...
Mas e o que ela ganhou?!
Sorrisos tão bonitos,
Conselhos tão sinceros.
As fotografias mostram isso.
Mostram que quando ela quis chorar,
Alguém segurou tua mão e sorriu.
Hoje, ela brindou a eles.
Hoje, ela não usa mascaras.
Hoje, ela agradece.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A novidade preenche...Mas não substitui.

Já não me interesso por ninguém.
Cansei de procurar nas pessoas, aquilo que só você tem.
Cansei  dos velhos rostos, mas mais ainda dos novos.
Tudo me lembra você.
E se alguém me desperta algo,
Logo descubro que é porque se parece contigo em algum aspecto.
Tenho medo o tempo todo.
A única coisa que o mantém perto,
É minha falsa vulgaridade.
Cansei de procurar um refugio seguro.
Cansei dos lugares velhos, mas mais ainda dos novos.

Tudo me lembra você;
E eu tenho medo o tempo todo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

um tracinho apenas: Aqui dentro tudo vai bem

um tracinho apenas: Aqui dentro tudo vai bem: Aqui dentro tudo vai bem. As palavras soam perfeitamente. Os gestos emudecem. Os abraços tem o calor que deveriam ter. Os beijos tem o ...
"O Amor. Quem sabe alguma coisa sobreo amor de outra pessoa?
Quanto mais se conhece a extinção da perda do amor,mais se respeita o silêncio de nada saber
diante a servidão espiritual do outro" 


Anne Rice- Cantico de Sangue

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sensações


Sensações

O fervor que você me causa, não é imaginação.
Os calafrios que você me causa, não é imaginação.
Ao teu lado fico trêmula. Isso não é imaginação.
Ao te ver fico extasiada. Isso não é imaginação.
Quando me toca sinto-me indefesa. Isso não é imaginação.
Quando sorri, me perco. Isso não é imaginação.
Pergunto-me então por que tenho a sensação de que minhas lembranças
Não passam de ilusões.
o Que?


Já não sei o que tem causado essa dor.
 Meu vicio ou será tua ausência?
Vejo nossas fotos inúmeras vezes, pra poder afirmar com convicção
“Você parecia estar tão feliz ao meu lado.”
As fotos são as únicas provas de que foi real.
De que não era mais um sonho.
Hoje eu tento esquecer a dor, ainda tão recente.
Tento sorrir àqueles que continuam ao meu lado para não perder o pouco que me resta.
Hoje eu sei que não fui a única, a mais importante, nem mesmo a melhor.
Tudo que me resta são alguns telefonemas breves e conversas pornográficas.
Talvez até vulgares;
a única forma que encontro para mantê-lo perto.
De alimentar a dor.

O que me dói?



O que me dói?
Me dói saber que só me senti  bonita ao teu lado.
Me dói saber que não te acrescentei em nada.
Me dói saber que minhas lágrimas já não te tocam.
Me dói saber que você não conseguiu sentir nada constante por mim.
Me dói saber que você não sente a minha falta.
Me dói saber que você foi o primeiro.
Me dói saber que você foi o único.
Me dói saber que você foi o melhor.
Mas o que mais me dói, é saber que você não sabe de nada disso;

Madrugada


Madrugada.

Cafés, cigarros... Simples acréscimos a insônia.
Passo noites a fio perguntando se só me restará à certeza
De que poderia ter sido mais, ter tido mais.
Passo minhas madrugadas recordando,
 Alimentando em mim tudo que me resta de você: Lembranças.
Impedindo minha memória falha de esquecer os detalhes.
Sinceramente é impossível, afinal até meu café me lembra você,
E teu péssimo talento na cozinha.
Meu cigarro me lembra você,
Sempre admitindo teus vícios...
Seria muito se eu disse que minhas mãos me lembram você?!
A sensação de tocar-te era única.
Ah, a minha casa me lembra você.
Talvez por isso já não me considero moradora, e sim visitante.
Passo dias, noites e principalmente madrugadas recordando os detalhes,
Aqueles que corroem, que me causam uma culpa dilacerável.
Eu alimento minha insônia... Com você.

Sinto Tua Falta


Sinto tua falta.

Pergunto-me até quando isso durará.
Não consigo descrever a sensação de acordar,
E procurar você na minha cama.
Não consigo descrever a sensação de me olhar no espelho
 e lembrar de ti.
Não consigo descrever a sensação de tocar minha pele
E ter arrepios, pensando que poderia ser você.

Pergunto-me se vivi essas lembranças,
Ou se são lembranças de sonhos não vividos.
Não consigo descrever a sensação de já não saber
O que é real ou ilusão.
Não consigo descrever a sensação de perceber
Que agora só me resta à inércia.

Não, eu realmente não consigo descrever a sensação
Que me corrói ao pensar que dei o meu melhor e não foi o bastante.
Já não faço nada além de tentar reviver;
De buscar em mim o complemento que só você proporcionava.
Eu me dei por convencida. Sinto mesmo a tua falta;
E não consigo buscar em outras bocas o fervor que você me causa.

Pergunto-me se um dia lerá tudo isso.
Porque eu não consigo descrever a sensação de amar alguém,
Quando já não há voz ou lagrimas pra expressar isso.

Prólogo

E a única forma que eu encontro de esvaziar meus excessos
É escrevendo aqui textos que você nem mesmo irá ler.
Eu bebo, eu fumo, eu me drogo.
Depois fico inerte a toda essa situação;