segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Madrugada


Madrugada.

Cafés, cigarros... Simples acréscimos a insônia.
Passo noites a fio perguntando se só me restará à certeza
De que poderia ter sido mais, ter tido mais.
Passo minhas madrugadas recordando,
 Alimentando em mim tudo que me resta de você: Lembranças.
Impedindo minha memória falha de esquecer os detalhes.
Sinceramente é impossível, afinal até meu café me lembra você,
E teu péssimo talento na cozinha.
Meu cigarro me lembra você,
Sempre admitindo teus vícios...
Seria muito se eu disse que minhas mãos me lembram você?!
A sensação de tocar-te era única.
Ah, a minha casa me lembra você.
Talvez por isso já não me considero moradora, e sim visitante.
Passo dias, noites e principalmente madrugadas recordando os detalhes,
Aqueles que corroem, que me causam uma culpa dilacerável.
Eu alimento minha insônia... Com você.

Um comentário:

  1. "minha casa me lembra você.
    Talvez por isso já não me considero moradora, e sim visitante." Noaah!!!! *-*

    ResponderExcluir